domingo, 16 de maio de 2010

Certeza de não ter Certeza

Sinto o que ganho em minhas mãos,
E minhas perdas no coração.
Mudança radical é uma atitude,
Certeza nas escolhas é uma virtude.

Ir em frente com a esperança da felicidade,
Atravesso um rio de lama, sempre em busca da verdade.
Pode ser que no final eu esteja certo,
Ou que torne-se uma falácia, e descubra que nem cheguei perto.

E como voltar atrás?
O tempo não compraz.
Mas é muito curioso esse jogo do ter ou não ter,
Talvez seja uma característica, ou o significado de viver.

Bruno Justino do Nascimento

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Vida Ensina

Nem preciso falar
Que ainda te desejo
Que aquele nosso beijo
Ainda vive em minha lembrança

Lembra daquela esperança?
Que me aquecia o coração
Ao longe o nosso rincão
Flertava nosso romance

Dor
É um mar de solidão

Silêncio
É o coro da angústia

E quando a saudade bate
Já não há mais combate, te quero aqui

Nem preciso falar
Nunca precisei
Nossos olhos falavam por nós
Eles nunca calaram enfim

Dentro de mim
Inda que ninguém veja
Minha alma te deseja
Os pensamentos se atropelam
Com tudo que passamos

O teu sorriso cristalino
Que um dia me fez menino
Ao admirar tamanha beleza
Certo dia, pra minha surpresa
Sumiu aos quatro ventos

Mas a vida
Teatro de sonhos e amores
Me fez largar os meus rancores
E te desejar boa sorte

Acredito pois
Que a vida a dois
É isso mesmo

Não vale chorar
Nem maltratar
Uma paixão

Se o destino quis
Não cabe a nós
Contestar

O amor virá.

Éder Cysneiros

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lista de Desejos

Eu queria ser mais humano
Abraçar quem me pede um abraço
Olhar para quem precisa
Zelar mais esse laço

Eu queria ser menos profano
Estender as mãos ao criador
Escutar os conselhos que me diz
Guardar em meu peito o seu amor

Eu queria ser mais otimista
Sorrir para arrancar um sorriso
Falar palavras que toquem o recôndito da alma
Proteger quem for preciso

Eu queria ser menos egoísta
Compartilhar o pão de cada dia
E na abnegação de um cristão
Dividir o conforto que me prestigia

Eu queria fazer valer
Eu queria saber viver
Eu quero poder dizer
Que quem tem alegria no coração
Jamais padece na solidão.

Éder Cysneiros

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sofrimento do Mundo

"Se o sentido mais próximo e imediato de nossa vida não é o sofrimento, nossa existência é o maior contra-senso do mundo."¹

É com essas palavras do grande filósofo Schopenhauer que começo esse breve diálogo. Tenho lido algo sobre o autor e acho extremamente interessante algumas de suas idéias, apesar de não concordar com a maioria. Ele nos trás uma característica polêmica e principalmente o pessimismo em seus escritos é o que me chama a atenção. Além de que, ele aborda temas bem recentes e próprios para os dias atuais, apesar de seus escritos datarem de 1800 e pouco.
O autor de O Mundo como Vontade e Representação, nos apresenta que viver é sofrer, e o prazer nada mais é que a ausência curta e temporária da dor. E em verdade, freqüentemente damos valor às notícias escandalosas e desgraçadas, e as notícias boas são admiradas naquele instante, e esquecidas com mais facilidade que as violentas. Quem nunca ouviu falar do ditado: Quem dá o soco esquece mas quem recebe jamais deixa de lembrá-lo. A raiva e a dor ficam tatuadas em nossos pensamentos, enquanto aquele simples abraço esquecemos após o primeiro banho. Será que Schopenhauer tinha razão quando disse:

"O consolo mais eficaz em toda infelicidade, em todo sofrimento é observar os outros, que são ainda mais infelizes que nós..."²

Notadamente meus caros amigos, encontraremos uma série de pedras em nossos caminhos, ninguém disse que seria fácil, porém o meu conceito de viver é lutar, e que a infelicidade nada mais é que o ócio. Somos felizes por existir essa motivação de um dia melhorar de vida, de buscarmos os nossos sonhos, mesmo que demorem, mas a esperança é nossa carga de energia diária, precisamos diariamente renovar, aperfeiçoar, desenvolver. Temos que nos ajudar, e buscar ajudar os outros que necessitam, às vezes de um simples e barato ouvir. Vamos correr atrás, vamos ter fé, e se completarmos nossos interesses pessoais com ações de caridade, criamos a felicidade rebocada com o amor ao próximo, e me respondam sinceramente....
Há maior felicidade em trazer um sorriso em alguém que esteja triste?

[1] SCHOPENHAUER, Arthur. Parerga e Paralipomena. Publicado em 1947, vol II, pág 309-304.

[2] Idem.

Bruno Justino do Nascimento

terça-feira, 27 de abril de 2010

Untitled

Pedi teu coração e você deu
Encontramos o amor tão desejado
Queimando em nosso peito brasa forte
Unindo os dois mundos, vida e morte
Entrando num apego desmedido
Negando ao mundo inteiro nosso abrigo
Amor igual a esse ninguém viu

Em ti encontrei aliança
Unidade, paz e esperança

Teremos a vida toda pela frente
Espero te ver sempre contente

Andaremos sem pressa e sem destino
Desejando apenas um ao outro
Olhando, incitando a felicidade
Resgatando em nossas almas castidade
Ou entregando a nossa carne doce pecado.

Éder Cysneiros

terça-feira, 6 de abril de 2010

Flor de Assussena

Teu rosto, Assussena
Tem algo que intriga
Magia indescritível
Que em meus sonhos habita

Tua voz, Assussena
É um mar que marulha
Manso sobre a praia
Arrefecendo meus ouvidos

Teu sorriso, Assussena
Tem segredo que irradia
Tem beleza que contagia
É coisa por demais linda

Teu olhar, Assussena
É chama que arrebata
É dúvida que maltrata
É luz que nunca finda
És pra todos uma musa
Para alguns uma intrusa
E para mim, és uma flor.

Éder Cysneiros

sexta-feira, 12 de março de 2010

Somos o Instante

As pessoas são o instante.
Esquecemos que fostes forte.
Esquecemos das tuas ordens,
de nos ter em seu poder.

As pessoas são o instante.
Pois não vale nada do que já foi vivido,
Mas a tua fraqueza presente
é a primeira impressão que fica.

As pessoas são o instante.
O aqui e agora, nada mais.
E sabendo disso, nos obriga a ser constantemente perfeitos,
sermos quem não somos, ou apenas não conseguimos ser mais.

As pessoas são o instante.
Mas "apenas em sua maioria".
Façamos a diferença sempre.
No antes, no instante e no adiante.

Bruno Justino do Nascimento

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

No Meu Quarto Escuro...

Por que essas coisas acontecem?
Nos enroscam os pensamentos e logo desaparecem.
Nos chama atenção e nos esquecem.

Transformo-me em muralha pra nos proteger,
pra te proteger.
Abandono o que a vida idealiza.
Só para estar contigo.

Uma verdadeira charada; teus sentimentos não me dizem o que és.
O que sentes?
Talvez essa maneira de encarar as coisas, de forma simples e complicada
seja tua redenção.

Ao te ver no espelho eu penso ter visto o teu coração,
Não entendi o que vi, e me deixou naquela conhecida escuridão.

E mais uma vez estou aqui no silêncio do meu quarto,
Destruindo a minha forma de escrever,
Pois fui tocado pelas "almas", as quais não espero ter visão,
em meu quarto, naquela conhecida escuridão.

Frasquinho simples, bonito e cheiroso
Conteúdo ativo e indecifrável até o momento.

Bruno Justino do Nascimento

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pequena

Química – quando sentimento
Nasce a qualquer momento,
Ardente, no sangue
São dois olhares acesos
Ligados, sobrepostos, presos
Numa intensa atração

Química – é brasa fervorosa
Tocada por mão carinhosa
Na magia de um olhar
É um inexplicável fascínio
Do nada às vezes surgido
Pelos corpos sentido
Abraçando-se por fim

São dois corações em sintonia
Que ficam felizes a seu contento
Que choram e sofrem no mesmo momento
São desejos de dois amantes
Duas almas semelhantes
Dois versos iguais

Química – minha pequena
É sorriso que me acena
É doce aroma das rosas
Estrelas dum céu d’outono
És quem tanto me inspira
Química – é – grande paixão!

Éder Cysneiros

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

2010 - Ano Novo

Mais um ano passou, e venho pensando no ano velho, na vida, no que houve e no que está por vir. Daí andei revirando uns e-mails e encontrei este com uma mensagem de reflexão, resolvi compartilhar aqui no blog como boas-vindas aos nossos leitores, e que esse ano ainda seja melhor para todos nós.

Bruno Justino do Nascimento

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
-'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.
-Ruim' - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-'Beba um pouco dessa água'.Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-'Qual é o gosto?'
-'Bom!disse o rapaz.
-'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre.
-'Não disse o jovem.
Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde
a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é
aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.

Autor Desconhecido